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Aos 31 anos, morre a tiktoker Dai Cruz, símbolo de doença genética incurável

“Te mostro como deixar a vida mais leve”. Essa era a mensagem no perfil de Daiane Cruz, a Dai, no TikTok. A jovem do interior da Bahia conseguiu 2,4 milhões de seguidores mostrando seu bom humor na luta diária contra uma doença rara e causadora de extremo sofrimento.

A Epidermólise Bolhosa (EB) é hereditária, rara, sem cura e não contagiosa. Uma alteração genética causa bolhas e feridas severas na pele, com dores comparadas a queimaduras de segundo e terceiros graus. Os dedos acabam ‘encasulados’, limitando a independência dos portadores.

Com aparência de uma criança, Dai, de 31 anos, fazia vídeos relatando as dificuldades de conviver com uma pele tão frágil e a luta contra o preconceito. Vaidosa, recebia incontáveis elogios por sua elegância.

Mesmo com os braços e pernas enfaixados e com feridas pelo corpo, inclusive no rosto, fazia as dancinhas típicas do TikTok e trends cômicas. A atividade parecia fazê-la mais feliz.

No último ano, Daiane estava em tratamento contra um câncer na perna, segundo informou a ONG Jardim das Borboletas, que presta assistência a pessoas com doenças raras de pele.

A frágil e carismática influenciadora tornou-se um exemplo de resiliência. O app de vídeos trouxe fama e proporcionou amizades. O comunicado de sua morte em seu perfil gerou uma onda de lamentos e homenagens.

Fonte: Terra30

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