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Morre narrador Silvio Luiz, aos 89 anos, em São Paulo

Silvio Luiz havia sido hospitalizado no início do mês

Morreu Silvio Luiz, de 89 anos, na manhã desta quinta-feira, 16, em São Paulo. A informação foi confirmada pelo Hospital Oswaldo Cruz, localizado na região central da Capital. O narrador esportivo estava em ventilação assistida, na Unidade de Terapia Intensiva. Ele foi hospitalizado no início do mês, em 8 de maio.

“O Hospital Alemão Oswaldo Cruz informa que o paciente, Sr. Sylvio Luiz, 89, faleceu às 9h40, em decorrência de falência de múltiplos órgãos. O narrador esportivo e jornalista estava internado na UTI (Unidade de Terapia Intensiva). O Hospital lamenta o falecimento, a direção, equipe médica e assistencial se solidarizam com os familiares e amigos neste momento de dor”, diz o comunicado.

Silvio Luiz foi internado primeiramente no dia 7 de abril após passar mal durante uma transmissão da final do Campeonato Paulista, em uma partida entre Palmeiras e Santos. Ele narrava a partida para o canal digital da Record TV ao lado dos humoristas Bola e Carioca, quando teve dificuldades para falar e foi socorrido. Levado ao hospital, ele ficou internado até o dia 30 de abril, quando teve alta. Na época, a Record informou que o narrador teve uma indisposição durante a transmissão.

Carreira e vida de Silvio Luiz

Nascido em 1934, em São Paulo, se apaixonou por esporte cedo. Sua mãe, Elizabeth Darcy, foi uma das pioneiras na locução. Sua carreira começou em 1952, quando começou a fazer participações em radionovelas e pequenas locuções na Rádio São Paulo. Na mesma época, quebrava galho de repórter para a TV Paulista. Acredita-se que ele tenha sido o primeiro repórter de campo da TV esportiva do País.

Em 1953, virou repórter na Rádio e TV Record. Em 1958, chegou a dar pinta de ator. Entusiasmado, ele encarnou Julinho na primeira versão de Éramos Seis (Record). Logo depois esteve na trama Cela da Morte, da mesma emissora. Em 1960, migrou para a Rádio Bandeirantes, mas logo voltou para a Record.

Em 1976, virou diretor de programação da Record e também passou a ser o principal locutor da casa, após a morte de Geraldo José de Almeida. Desde então, Silvio colocou em prática um novo modo de narrar jogos, parou de detalhar tudo que o telespectador já estava assistindo e começou a imprimir humor, descontração, ironia nas transmissões, demarcando ali o que seria conhecido como sua marca registrada.

Ao longo da carreira, o narrador colecionou indicações aos prêmios Comunique-se e Troféu Imprensa. As 14 indicações ao último vão de 1982 a 2006, demonstrando a longevidade sua relevância na profissão. Em 1994, Silvio Luiz também recebeu a Comenda da Ordem Nacional do Mérito Educativo, resultado de seu incentivo na televisão aberta em benefício do Plano Real. O gesto lhe foi dado por Itamar Franco.

Discreto em relação a sua vida pessoal, Silvio era casado. Ele oficializou sua união com a cantora Márcia em 1969. Juntos, os dois tiveram três filhos: Alexandre, Andréa e André. Não há informações de netos.

Relembre os maiores bordões do narrador Silvio Luiz

A sua carreira foi marcada pelos bordões. Ao invés do grito de gol, sempre soltava frases icônicas. Em qualquer futebol de amigos, elas eram lembradas pelos peladeiros.

– “Olho no lance”: sempre quando um jogador estava prestes a finalizar uma jogada;

– “Pelas barbas do profeta”: quando um jogador perdia um gol inacreditável;

– “Foi, foi, foi, foi, foi ele…”: usava para indicar quem marcou um gol;

– “Pelo amor dos meus filhinhos”: quando um jogador errava uma jogada;

– “No meio da caneta dele”: quando um jogador dava um drible entre as pernas do adversário.

Em uma entrevista ao UOL, ele revelou que não gritava “gol” porque era óbvio e usava os bordões para ganhar tempo.

Leia também: “Um dos mais criativos narradores”, diz Lula sobre Silvio Luiz

Outras informações na seção Nos Deixou do Infoflashbr.

 

 

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