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Papa Francisco chega a 11 anos no Vaticano atuando por mais misericórdia e esperança

Neste ano de 2024, a XVI Assembleia do Sínodo será semente de esperança liderada pelo Papa Francisco

Os 11 anos do pontificado de Francisco (eleito Papa em 13 de março de 2013) estão marcados pela misericórdia e pela esperança. Temas com expressão jubilar no percurso do Papa: o Jubileu da Misericórdia em 2015-2016 foi etapa essencial para compreender o percurso do Papa Francisco, assim como também será o Jubileu de 2025 que está a ser preparado com o tema da Esperança.

Deus perdoa sempre
A misericórdia marca a vida e a experiência espiritual de Bergoglio desde sempre, a ponto de ter ficado gravada no seu mote episcopal e também papal: “miserando atque eligendo”. Uma frase retirada das Homilias de São Beda o Venerável, sacerdote, que comentando o episódio evangélico da vocação de S. Mateus, escreve: “Viu Jesus um publicano e dado que olhou para ele com sentimento de amor e o escolheu, disse-lhe: Segue-me”.

Logo no primeiro Angelus do seu pontificado, no domingo 17 de março de 2013, Francisco afirmou que o Senhor nos perdoa sempre e tem um coração de misericórdia para todos.

“Ele, nunca se cansa de perdoar, mas nós, por vezes, cansamo-nos de pedir perdão. Nunca nos cansemos, nunca nos cansemos! Ele é o Pai amoroso que perdoa sempre, que tem um coração de misericórdia para todos nós. E também nós aprendamos a ser misericordiosos para com todos”, disse o Santo Padre.

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Gestos de misericórdia para uma revolução cultural
Para Francisco a misericórdia realiza-se com pequenos gestos, uma pequena revolução cultural que é um antídoto contra a indiferença. O Santo Padre afirmou-o em outubro de 2016 numa audiência geral no Jubileu Extraordinário da Misericórdia. Segundo disse o Santo Padre nesse dia, não basta experimentar a misericórdia de Deus, é preciso que a pessoa que a recebe se torne também sinal e instrumento dela para os outros. Não são precisos grandes esforços ou gestos sobre-humanos. Jesus indica-nos uma estrada muito simples, feita de gestos pequenos, são as obras de misericórdia, afirmou Francisco. As corporais e as espirituais.

Dar de comer a quem tem fome, de beber a quem tem sede, vestir uma pessoa nua, acolher um forasteiro, visitar um doente e visitar um preso, são as obras corporais.

As obras espirituais são: dar bons conselhos, ensinar os ignorantes, corrigir os que erram, consolar os tristes, perdoar as injúrias, suportar com paciência as fraquezas do nosso próximo e rezar a Deus por vivos e defuntos.

Todos estes gestos simples de misericórdia podem ser o início de uma revolução. “Estou convencido que através destes simples gestos quotidianos podemos cumprir uma verdadeira revolução cultural”, disse Francisco.

Com o processo sinodal, um novo modo de ser Igreja
Com o Sínodo iniciado em outubro de 2021, Francisco lançou o maior processo de reforma da Igreja desde o Concílio Vaticano II. Mais do que um método, a sinodalidade é um novo modo de ser Igreja. Teve como primeira fase, um trabalho de base nas dioceses, que envolveu milhões de fiéis, num processo sinodal em curso que liberta energias, suscita participação, inclui vozes e testemunhos, num percurso que teve também uma inédita fase continental de aprofundamento.

Este processo sinodal é uma grande oportunidade pastoral que permite aplicar o Concílio Vaticano II. Partindo sempre da oração e da escuta da Palavra de Deus, o método sinodal coloca-nos em caminho. Um caminho conjunto em abertura pastoral aos irmãos e ao mundo.

Os participantes na primeira sessão do Sínodo em 2023 publicaram uma Carta ao Povo de Deus, na qual pedem que todos devem ser escutados. “Para progredir no seu discernimento, a Igreja precisa absolutamente de escutar todos”, escrevem os participantes do Sínodo salientando que essa escuta deve “começar pelos mais pobres”.

Da primeira sessão do Sínodo que decorreu em Roma em 2023 foi publicado um Relatório de Síntese que apresenta um texto que “recolhe as convergências, as questões a aprofundar e as propostas que surgiram do diálogo” sobre cada um dos 20 temas apresentados.

Como ser Igreja sinodal em missão? é a pergunta orientadora da reflexão que as dioceses de todo o mundo estão a fazer em 2024 a partir deste primeiro documento da XVI Assembleia do Sínodo. “As mulheres na vida e na missão da Igreja”, “o bispo na comunhão eclesial” e os “organismos de participação” são alguns dos principais temas da reflexão e discernimento a fazer até outubro deste ano.

Leia mais sobre o jubileu do Papa Francisco no site do Vaticano.

Fonte: Vatican News

Foto: Agence France-Presse/AFP

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