Cotidiano

Prefeitura de Porto Alegre estuda a construção de “cidade” para desabrigados

Projeto para Porto Alegre deve ser apresentado a Lula nesta quarta-feira

Em Porto Alegre, a Prefeitura estuda construir uma “cidade provisória” para atender famílias desabrigadas após as fortes chuvas que atingiram a cidade nas últimas semanas. A ideia, ainda em fase de discussão, é acolher cerca de 10 mil pessoas em estruturas provisórias.

Segundo autoridades envolvidas no projeto, a estrutura poderia ser erguida no Complexo Porto Seco de Porto Alegre. As moradias seriam montadas no local planejado para receber desfiles de carnaval na cidade.

Entre integrantes da prefeitura, há quem defenda que a segurança da “cidade” seja realizada, robustamente, por integrantes das Forças Armadas.

A defesa é pela aplicação de uma GLO (Garantia da Lei e da Ordem), que permite o uso de militares do Exército, da Marinha e da Aeronáutica na segurança pública do Estado. A utilização do aparato militar, no entanto, enfrenta resistência por parte do governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite.

O projeto deve ser apresentado oficialmente ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva nesta quarta-feira (15), durante visita de uma comitiva presidencial ao Estado gaúcho. Opositores ao projeto defendem, em vez disso, a adoção de aluguéis sociais em moradias vazias. Um levantamento interno da prefeitura aponta a existência de 100 mil imóveis desse tipo, após as tempestades.

Porto Alegre e demais cidades: aumenta para 149 o número de mortes provocadas pelas enchentes

Aumentou para 149 o número de mortes provocadas pelas enchentes no Rio Grande do Sul, de acordo com balanço divulgado nesta terça-feira (14) pela Defesa Civil Estadual.

Pelo menos 112 pessoas estão desaparecidas e 806 ficaram feridas. Mais de 620 mil encontram-se desalojadas ou desabrigadas.

No total, 446 municípios do Estado registraram danos em razão dos temporais. Conforme o boletim da Defesa Civil, mais de 2,12 milhões de pessoas foram afetadas pelas cheias que assolam o RS.

Confira o boletim completo

Municípios afetados: 446

Óbitos confirmados: 149

Óbitos em investigação*: 0

*Está sendo apurado se as mortes têm relação com os eventos meteorológicos.

Pessoas em abrigos: 79.494

Desalojados: 538.245

Afetados: 2.124.553

Feridos: 806

Desaparecidos: 112

Pessoas resgatadas: 76.483

Animais resgatados: 11.002

Trechos de rodovias com bloqueios: 151 (estradas estaduais e federais)

Rios às 17h

Lago Guaíba – Porto Alegre – 5,23 metros (cota inundação 3,00 Centro; 2,10 Ilhas)
Rio dos Sinos – São Leopoldo – 6,77 metros (cota inundação 4,50)
Rio Gravataí – Passo das Canoas – 5,83 metros (cota inundação 4,75)
Rio Taquari – Muçum – 9,89 metros (cota inundação 18,00)
Rio Caí – Feliz – 4,37 metros (cota inundação 9,00)
Rio Uruguai – Uruguaiana – 11,67 metros (cota inundação 8,50)
Lagoa dos Patos (São Lourenço do Sul) – 2,50 metros – 7h (cota inundação 1,30)

Energia elétrica, água e telefonia
CEEE Equatorial: 125.456 pontos sem energia elétrica (6.9% do total de clientes);
RGE Sul: 132.600 pontos sem energia elétrica (4,3% do total de clientes);
Corsan: 159.662 clientes sem abastecimento de água (5% do total de clientes);
Tim: serviço normalizado;
Vivo: 7 municípios sem serviços de telefonia e internet;
Claro: serviço normalizado.

Panorama nas escolas estaduais
Dados das escolas afetadas (danificadas, servindo de abrigo, com problemas de transporte, com problema de acesso e outros):

1.055 escolas
248 municípios
29 CREs
368.833 estudantes impactados
539 escolas danificadas com 219.926 estudantes matriculados
84 escolas servindo de abrigo

Confira outras informações no site da Defesa Civil.

Mais notícias na seção Cotidiano do Infoflashbr.

Mostrar mais

Artigos relacionados

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Botão Voltar ao topo